Hoje faz um ano que entramos em greve. Para alguns, foi a maior perda de tempo, afinal, greve de professores não atinge o governo. Para mim, porém, serviu para que o governo percebesse a força de uma categoria - não somente o magistério, mas todo o funcionalismo municipal - que, quando certo de seus direitos, vai até o fim - nesse caso, o fim possível, que foi onde chegamos. Mas, acima de tudo, hoje sinto falta da teia de amigos que construí naquela greve. Quisera existirem mais greves, para que nos uníssemos em torno de outras causas, ou então que conseguíssemos transpor aquele espírito guerreiro e companheiro para nossas relações diárias na escola.
Acredito que este ano não tenhamos greve. Eu, claro, em licença-maternidade, não poderia participar tão ativamente como no ano passado. Mas nada que uma boa bolsa canguru não resolva, a fim de tornar possível aquela lindíssima caminhada do HPS até o Paço.
23 de mai. de 2008
22 de mai. de 2008
Saudades...
Quase um ano sem aparecer por aqui... Exatamente na data da minha última postagem, eu estava gerando uma filha linda que me manteve envolvida durante todo este tempo, e ainda mais agora que está com 1 mês de idade...Atualmente afastada da escola, minha dúvida sobre o "ser ou não ser" refere-se à vida profissional após a maternidade. Como será o dia em que terei de acordá-la às 6 da manhã, deixá-la na creche ou nos avós, e partir para uma sala de aula onde não sei como serei recebida, depois de quase 5 meses sem aparecer? Ainda é cedo, volto em agosto, mas começo a refletir sobre isso...É contraditário, pois afinal sinto saudades, e sempre que posso apareço lá pela escola...
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